Lula diz que se pudesse ia fazer decreto para proibir mentira: ‘Quem mentir, vai ser preso’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira, 12, que, se pudesse, faria um decreto para que as pessoas que mentissem fossem presas. “Eu se pudesse ia fazer um decreto: é proibido mentir. Quem mentir, vai ser preso. Porque a gente não pode viver subordinado à mentira, a gente não pode viver subordinado à maldade, à intriga”, disse o presidente.

De acordo com Lula, as pessoas, por viverem conectadas demais aos celulares, estão se desconectando entre si. “Nós nascemos para viver com muita solidariedade entre nós. Quando isso desaparece, a mentira ganha destaque”, concluiu.

Lula fez a declaração em evento do setor agropecuário em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Acompanhado dos ministros Carlos Fávaro, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e Simone Tebet, do Planejamento, o presidente visitou novas plantas frigoríficas da JBS e participou do ato simbólico do envio das primeiras carnes produzidas nas instalações para a China. Também estiveram presentes o governador Eduardo Riedel (PSDB), deputados federais do Estado e o embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao.

“Não é possível você governar um país do tamanho do Brasil, com 203 milhões de habitantes, com mentiras. Mentira tem perna curta, é questão de tempo. Uma hora, ela aparece”, disse o presidente, antes de citar feitos de crescimento econômico do seu terceiro mandato.

Lula também falou do tempo que esteve preso, decorrente da “maior mentira já contada neste País”, segundo ele. A prisão coincidiu com a visita de representantes chineses ao frigorífico da JBS em 2018, local onde o presidente discursou nesta manhã. “Eu estava preso na Polícia Federal, por conta da maior mentira já contada neste País, que a história se encarregará de provar”, disse o presidente se referindo à Operação Lava Jato.

Além de celebrar a parceria comercial com a China, Lula também falou da importância da qualificação profissional para o desenvolvimento econômico do País e sobre a obrigação do Estado em oferecer oportunidades à população. O presidente disse que, apesar de ter o discurso impresso, por ser pequeno, falaria no improviso. Outras vezes que ele fez discursos no improviso, acabou cometendo gafes que repercutiram na internet.

Fonte: Estadão

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