Casos de síndromes respiratórias em crianças segue lotando hospitais em Sergipe

O aumento de casos de síndromes respiratórias em crianças está lotando hospitais neste mês de abril. Neste sábado (22), a urgência do Hospital da Criança, em Aracaju, gerido pelo estado, está fechado para novos pacientes.

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é procurar unidades básicas de saúde, entretanto, no fim de semana, estes postos estão fechados.

Atualmente, ocorre alta circulação dos vírus, com predominância da Influenza A e B e Vírus Sincicial Respiratório.

“A gente vive na pediatria, no mês de março e abril, todos os anos, a agonia que se viveu na pandemia de Covid com os adultos. Há várias crianças entubadas e em ventiladores esperando vagas em UTIs”, disse a presidente da Sociedade Médica de Pediatria, Ana Jovina Barreto.

A SES informou que criou um comitê de crise que busca alternativas emergenciais para enfrentamento à Síndrome Respiratória Aguda Grave. Entre as ações estão a ampliação de leitos para atender pacientes críticos: atualmente há 70 leitos pediátricos qualificados, entre unidades de Terapia Intensiva e estabilização pediátrica; e 148 leitos de enfermaria para internação, além de 56 leitos de observação nas portas de urgências, na capital e no interior do estado.

Recomendações

A médica deu algumas recomendações para identificar casos leves e agudos.

“A febre é um sinal de que tem algo ocorrendo, mas não é um sinal de gravidade, então se consegue controlar a febre com um antitérmico, hidratação e ambiente ventilado, vamos continuar em casa. Se é uma tosse que não está incomodando, vamos lavar o nariz com soro e esperar mais um pouco. Mas se está recusando alimentação, vomitando, com esforço respiratório, aí sim deve procurar um serviço de urgência”, explicou.Ana Jovina ainda recomenda que crianças com sintomas gripais devem ser mantidas em casa.

Já as menores de seis meses e com imunodeficiência, mesmos sem sintomas, devem evitar locais fechados, a exemplos de igrejas e shoppings, nesta época do ano.”Não temos onde atender nossas crianças, então vamos evitar que o vírus circule e a criança adoeça”

Vacinação

A SES ressaltou a necessidade de vacinar os grupos prioritários contra a Influenza, especialmente, as crianças de seis meses a menores de seis anos de idade.

Fonte:G1/SE

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