
A decisão da Secretaria de Estado da Saúde de restringir o acesso à urgência ortopédica do Hospital de Cirurgia continua repercutindo em Sergipe. Em vigor desde o início de maio, a medida determina que a unidade receba apenas pacientes encaminhados pelo Complexo Regulatório Estadual, encerrando o atendimento por demanda espontânea na porta da urgência.
Embora a Secretaria defenda a medida como uma forma de organizar a rede, na prática o novo modelo torna o processo mais dependente da regulação estadual. Antes de chegar ao Hospital de Cirurgia, o paciente precisa aguardar a liberação de uma vaga pelo sistema, o que, segundo críticos da mudança, engessa o atendimento justamente em situações que exigem rapidez.
Quem sente os efeitos dessa mudança é a população. Pacientes com traumas e fraturas passam a depender da disponibilidade de vagas e do fluxo regulatório, permanecendo por mais tempo nas filas de espera até que haja autorização para transferência e atendimento especializado.
A decisão ganha ainda mais repercussão por ocorrer justamente no ano em que o Hospital de Cirurgia completa 100 anos de história. Referência da saúde sergipana, a instituição deixa de funcionar como porta aberta para a urgência ortopédica, enquanto milhares de usuários do SUS passam a enfrentar um caminho mais burocrático em busca do mesmo atendimento.
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