DAGV registra crescimento expressivo de atendimentos e amplia resposta à violência em 2025

O Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) consolidou os dados estatísticos referentes ao ano de 2025, revelando um crescimento expressivo na procura pelos serviços de proteção e repressão a crimes contra mulheres, crianças, idosos e minorias. Com um aumento de quase 50% no volume de ocorrências registradas em relação a 2024, as unidades que compõem o departamento somaram centenas de prisões e milhares de medidas protetivas solicitadas, refletindo tanto o fortalecimento das ações policiais quanto a maior confiança da população nos canais de denúncia. O balanço está sendo divulgado nesta quarta-feira, 14.

Durante o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, o DAGV intensificou o combate à violência doméstica e familiar, com resultados significativos em produtividade e resposta institucional. Somente na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), foram instaurados 2.524 inquéritos policiais. Desse total, 2.458 procedimentos foram concluídos e remetidos à Justiça, evidenciando um alto índice de resolutividade.

Os dados também apontam uma evolução importante quando comparados aos anos anteriores. Em 2024, esse número era de 39 procedimentos pendentes. Em 2025, o volume de inquéritos instaurados acompanhou o crescimento das ocorrências, refletindo o aumento da demanda e a ampliação da atuação policial especializada.

No conjunto das unidades que integram o departamento, foram cumpridos cerca de 700 mandados de prisão ao longo do ano, reforçando a repressão qualificada aos crimes praticados contra grupos vulneráveis. A Delegacia Plantonista (Deplan), responsável pelo atendimento de Aracaju e da região metropolitana — incluindo Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão — manteve funcionamento ininterrupto, registrando 3.920 boletins de ocorrência e lavrando 720 autos de prisão em flagrante.

A delegada Mariana Diniz, diretora do DAGV, ressalta que o crescimento dos registros está diretamente relacionado à política de acolhimento humanizado adotada pelo departamento. “A gente observa que houve um aumento significativo no número de ocorrências registradas em todas as unidades policiais que compõem este Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis. Isso tudo é fruto de um trabalho em equipe, um trabalho que tem como base uma capacitação para que todos os servidores atendam as vítimas com acolhimento, com empatia, incentivando a denunciar e romper o ciclo da violência”, destacou.

Rede de Proteção e Medidas Protetivas

A celeridade na solicitação de medidas protetivas de urgência foi outro ponto de destaque em 2025. Na Deplan, foram representadas 1.923 medidas cautelares e protetivas ao Poder Judiciário. Já a DEAM contabilizou 1.947 solicitações ao longo do ano. O uso da tecnologia também contribuiu para esse resultado, com a ampliação da ferramenta Devir Mulher, disponível no site da Polícia Civil, que permite a solicitação direta de medidas protetivas pela internet.

“Importante destacar que durante o plantão do DAGV foram representadas à justiça mais de duas mil medidas cautelares e protetivas. A mulher que se sentir insegura e esteja correndo risco, pode se dirigir ao departamento para representar, não só nas ocorrências da capital, mas também da região metropolitana”, reforçou Mariana Diniz.

Atendimento especializado

O balanço também detalha a atuação das demais unidades especializadas:

Delegacia Especial de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACAV): Registrou 1.328 Boletins de Ocorrência e concluiu 648 inquéritos.

Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso e Pessoa com Deficiência (DEAIPD): Contabilizou 1.159 BOs e 340 inquéritos remetidos à Justiça.

Delegacia Especial de Atendimento a Crimes Homofóbicos, Racismo e Intolerância Religiosa (DEACHRI): Registrou 349 ocorrências, com 149 inquéritos concluídos.

Meios de denúncia

A Polícia Civil reforça que a colaboração da sociedade é fundamental para a responsabilização dos agressores. “Você que tem conhecimento e é testemunha de alguma violência, incentive a vítima a denunciar, por meio dos canais. Seja ele o 190 da Polícia Militar, em caso de situações de emergência e flagrantes; o 181 da Polícia Civil, no qual podem ser feitas denúncias anônimas; o 180 da Central de Atendimento à Mulher, um canal nacional de orientações e denúncias e; ainda o DEVIR Mulher, uma ferramenta online, onde podem ser solicitadas medidas protetivas diretamente pela vítima”, concluiu a diretora do DAGV.

Fonte:SSP/SE

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